(PRIMEIRA PARTE)
O mito é um saber que nos atravessa sem que o saibamos, assim como o inconsciente é um saber que não se sabe que se sabe. A psicanálise, ao tratar da análise da realidade psíquica, institui na travessia em direção ao processo de subjetivação, o caminho da construção de uma linguagem mitopoiética.
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Ele desenvolveu a teoria do inconsciente coletivo.
O inconsciente coletivo é uma camada profunda da mente humana, nele estão presentes arquétipos e símbolos universais. Jung acreditava que a mitologia é uma expressão do inconsciente coletivo. Ele estudou mitologias de diferentes culturas para entender os padrões comuns. Os mitos são histórias simbólicas que revelam verdades universais Jung via a mitologia como uma ferramenta para o autoconhecimento.
Ele acreditava que ao explorar os mitos, que revelam os estágios do desenvolvimento humano podemos compreender melhor a nós mesmos e nossa jornada pessoal.
Assim sendo, Carl, relacionou a mitologia com o inconsciente coletivo. Pois os mitos são uma expressão simbólica do inconsciente coletivo, pois através de histórias e personagens míticos, as culturas representam e comunicam os arquétipos presentes na psique humana, mesmo que inconscientemente temos e seguimos um padrão de comportamento ao qual foi repassado de décadas em décadas.
Tendo mitologia como estudo para entender a pisque humana, Jung utilizava os mitos como ferramentas terapêuticas para ajudar seus pacientes a explorar seu mundo interior, e aprenderem o seu desenvolvimento pessoal.
DETALHES INTERESSANTES:
Jung disse que sonhos são confusos e extremamente simbólicos porque a mente primitiva humana/o inconsciente ainda opera usando uma linguagem pictórica, imagética, quase mística ou fantasiosa que nós perdemos no mundo contemporâneo (pois temos que ser racionais e práticos na comunicação do dia a dia). então é como se nosso inconsciente falasse uma outra língua muito mais complexa que a nossa mente consciente. como se tivesse um outro eu na nossa mente que opera no simbólico e metafórico. E ele tem contato direto com nossos mais profundos instintos e nossa essência mais intrínseca, percebe e retém muito mais que o eu racional, e tenta se comunicar com a gente através de sonhos, nos alertar pra perigos, etc.
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Ao longo de sua teoria (Freudiana), Freud utilizou repetidamente mitos, referências e metáforas mitológicas como ferramentas para explorar e elucidar as origens de diversos fenômenos psicológicos. Ele recorria a esses elementos quando se deparava com lacunas teóricas que surgiam ao tentar descrever conceitos que não podiam ser facilmente definidos de forma concreta. Assim, ao recorrer a essas narrativas simbólicas, Freud conseguia ampliar suas reflexões e encontrar novas formas de compreender e explicar a complexidade da mente humana.
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CONEXÃO/ DESFECHO:
Freud desenvolveu inúmeras outras teorias, como a dos mecanismos de defesa, sonhos, sexualidade, personalidade, complexo de édipo.
O jovem Jung era contemporâneo de Freud e conheceu o pensamento do pai da psicanálise, muito controverso na época.
As teorias de Carl Jung e Sigmund Freud sobre mitos e psicanálise têm em comum o reconhecimento da importância dos mitos na compreensão da psique humana. Enquanto Jung via os mitos como expressões simbólicas dos arquétipos universais no inconsciente coletivo, Freud os interpretava como manifestações das fantasias e desejos reprimidos no inconsciente individual. Ambas as abordagens contribuíram para a compreensão dos processos inconscientes e da importância dos mitos na psicologia.
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FONTES:
https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-62952012000200013
https://youtu.be/hHZmXJv7BOM?si=UfkFAVKnylJ5hcyE
"MITO E PSICANÁLISE: FREUD E SUA LEITURA DE MITOLOGIA PARA LÓGICA
DOS CONCEITOS1"
Luiza Correa Cunha2
Regina Coeli Aguiar Castelo Prudente3
https://youtu.be/FUG3DXZcvks?si=tF6d8qlXVOOmGMDw
https://youtu.be/1vZkTx-GaK8?si=8Rym2fdK7JFer6uD
https://youtu.be/XcoUuBI64J8?si=tpxz2ckuDUnPL_nG
https://youtu.be/bLRcFhTx144?si=Cy9N2Dg-caEes0bV
REFERÊNCIAS:
AZEVEDO, A. V. Mito e Psicanálise. Edição: x. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.
AZOUBEL NETO, D. Mito e Psicanálise. Papirus: Campinas. 1. Ed., 1993.
JUNG, Carl Gustav. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Tradução de Maria
Luiza Appy e Dora Mariana R. Ferreira da Silva. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2008.
MITO E PSICANÁLISE: FREUD E SUA LEITURA DE MITOLOGIA PARA LÓGICA
DOS CONCEITOS1
Luiza Correa Cunha2
Regina Coeli Aguiar Castelo Prudente3


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